FELIZ ANIVERSÁRIO JAGUARÃO...

Jaguarão

Os pica-paus que moravam na fronteira

Lenço vermelho não era um acessório bem-vindo na Jaguarão do século passado. A marca que diferenciava os maragatos de seus adversários pica-paus teve pouca penetração na cidade da fronteira sul, que sempre mostrou nítidas influências republicanas. Enquanto quase todos os municípios do Rio Grande ficaram divididos durante as revoluções gaúchas, os moradores mais tradicionais de Jaguarão construiram casas com detalhes inspirados nos símbolos legalistas. "Até hoje não existe uma rua que tenha nome de maragato", observa o advogado e jornalista Eduardo de Souza Soares, 52 anos.

Os primeiros flertes de Jaguarão com a causa republicana datam da Revolução Farroupilha. Entusiasmada com a conquista dos farrapos no combate do Seival, a Câmara Municipal, que durante o Império tinha o papel de Poder Executivo, decidiu aderir à República Rio-Grandense em 20 de setembro de 1836. O presidente da Casa e articulador da iniciativa pioneira na Província era Manoel Gonçalves da Silva, irmão do general Bento Gonçalves da Silva.

Menos de 15 anos depois, nasceu em Pelotas o homem que manteria Jaguarão fiel ao seu passado republicano. Neto materno de Manoel, o médico Carlos Barbosa Gonçalves importou de Paris as idéias de igualdade e liberdade, e passou a defender o fim da monarquia.

Não demorou muito para que os argumentos de Carlos Barbosa inflamassem os espíritos. Em 30 de julho de 1882, ele e mais 19 companheiros fundaram o Club Republicano. Dois anos mais tarde, a entidade adquiriu o jornal "A Ordem", para divulgar suas posições, e atacar o govemo do Rio e a família imperial.

Durante a visita da Princesa Isabel e do Conde D'Eu, em 1885, o genro de Dom Pedro ll, que passou de capitão francês a general brasileiro atropelando as graduações. Quando o nobre chegou a Jaguarão, "A Ordem" publicou: "Por ocasião do desembarque, o exmo. sr. Comendador Dr. Azevedo, na qualidade de presidente da Câmara Municipal, dirigiu-lhe um bem elaborado discurso, ao que Sua Alteza deixou de responder por não tê-lo ouvido, pois, como sabem os leitores, S.A. é surdo' "

Logo a ideologia republicana passou do papel para o concreto. Alguns seguidores começaram a ostentar símbolos como o barrete da República em residências construídas no centro de Jaguarão. O partido tomou corpo no município. Nas eleições de 1884, Carlos Barbosa conquistou uma vaga na Câmara. Com a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889 (reconhecida pela Câmara de Jaguarão somente oito dias depois), o estilingue político de Carlos Barbosa virou vidraça, mas nem por isso foi ameaçado.

Nas revoluções de 1893 e 1923, os maragatos sequer se aproximaram da cidade. Até os anos 40, os picapaus continuariam de topete em pé.

A cidade resiste ao cerco
A data de 27 de janeiro de 1865 talvez seja mais importante para os jaguarenses do que a fundação da Vila (6 de julho de 1832). Naquele dia, uma força composta por dois corpos da Guarda Nacional resistiu durante 48 horas a uma tentativa de invasão do território brasileiro por mais de 1,5 mil homens do exército uruguaio. Sitiada e em desvantagem bélica, a guarnição comandada pelo coronel Manoel Pereira Vargas acabou vencendo o inimigo no cansaço. O episódio rendeu ao município o título de "Cidade Heróica" e ao Brasil, a demarcação das fronteiras à margem esquerda do rio Jaguarão.

Nenhum general esperava por aquele ataque surpresa. A atenção dos militares brasileiros estava concentrada na tomada da cidade uruguaia de Paysandu. "Os blancos prepararam o cerco de Jaguarão para desviar a atenção de nossos exércitos", considera o advogado Eduardo de Souza Soares, 52 anos. Um relatório escrito pelo próprio coronel Vargas no dia 18 de maio de 1865 faz uma síntese dos acontecimentos. "No dia 19 de janeiro, recebi participações do movimento de forças crescidas dos blancos que se aprqximavam do Cerro Largo no Estado Oriental", noticiou o oficial.

Enviado pelo uruguaio Basilio Muñoz, o exército uruguaio era mais de três vezes superior aos 15º e 28º corpos de cavalaria da Guarda Nacional. "A nossa força era cerca de 500 homens, que tinham apenas 60 ou 70 clavinhas de fuzil", escreveu Vargas. Derrota na certa. Mesmo assim, o coronel tratou de preparar Jaguarão para o combate. Pouco depois das 9h do dia 17, o confronto teve início com vantagem para o lado blanco. "As balas do inimigo passavam além da nossa coluna, ao passo que as nossas pouco alcançavam as suas fileiras, devido à inferioridade do armamento", lamentou o oficial brasileiro. O comandante percebeu que o melhor ataque seria a defesa. Recuando para as trincheiras, a pequena força resistiu. Vargas recusou todas as propostas de rendição.

Com a ajuda dos vapores de guerra Apa e Cachoeira - ancorados no porto - o coronel e seus soldados viraram a noite na defesa da cidade. Na madrugada, os uruguaios estavam derrotados. "Na noite de 27 para 28, retirou-se o inimigo praticando toda a sorte de atentados", descreveu o coronel. Com apenas um morto e cinco feridos, a guarnição tinha evitado a invasão do Brasil.

POEMA DA SEMANA

ENTREGA

© MARILU DUARTE

Bebi em teus olhos

as lágrimas sofridas,
supri tuas lacunas,

fiz-me encanto
e com margaridas
semeei em teu pranto
o bem-me-quer da vida.

Decifrei enigmas
e sem medo me entreguei
na ânsia da descoberta.

Cantei-te uma canção de ninar

e te embalei em meus braços
desejosos de um abraço
e te fiz despertar.

Submergi no teu corpo,
sussurrei ao teu ouvido
e despertei o vulcão
tanto tempo adormecido.

Fui passado, presente e futuro
e te amei, te amei muito,
eu juro.

Sorvi da lua todo o seu encanto
e, tomada de espanto,
fiz-me mulher.

Cobri de estrelas o teu olhar
e, se ainda for preciso,
descerei ao inferno ou paraíso

para, novamente, renascer das cinzas
no teu abraço e no teu sorriso.


Marilú nasceu em Jaguarão, em 1947. É viúva de Ismael Duarte, com quem teve dois filhos, Cristiano e Thaiane. Formou-se em Estudos Sociais, Letras e Direito, pela UCPEL,

com pós-graduação em História e Direito do Trabalho. Atualmente, está cursando Psicologia. Publicou 9 livros de poesias, crônicas e peças de teatro infantil, pelas Editoras: Visa Artes Gráficas (Jaguarão), Thesaurus (Brasília) e Alcance (Porto Alegre).

Foi distinguida com o livro “Sem você, sou ninguém”, no concurso “Cem livros do século”, pela Casa Brasileira de Cultura de Pelotas.

Com o livro “Momentos”, obteve o 1º lugar no 11º Concurso de Obras Publicadas, pela Academia de letras e Ciências de Minas Gerais.

Sendo representante do Movimento Cultural Internacional “ABRACE”, com sede em Brasília e Montevidéu, organizou a 1ª Mostra Cultural Internacional de Arte e Literatura, reunindo escritores, jornalistas e artistas plásticos da Guatemala, Bolívia, Equador, Espanha, Estados Unidos, Porto Rico, Uruguay, Venezuela e Argentina.

É membro da Academia Sul Brasileira de Letras (Pelotas), Academia Internacional de Ciências, Letras e Artes (RJ), Academia de Letras e Ciências de São Lourenço (MG), Associação Profissional de Poetas do Estado do Rio de Janeiro, Casa Brasileira de Cultura (Pelotas), Instituto Histórico e Geográfico (Pelotas), Academia de Letras e Artes Paranapuã (RJ), União Brasileira de Escritores (SP), Academia Petropolitana de Letras (RJ) e Associação Nacional dos Escritores (Brasília-DF).

ÚLTIMAS DU JAGUAR!!!

@Acidente com ônibus que saiu de Porto Alegre deixa três mortos e 22 feridos em Santa Catarina.

@ Prefeituras fazem mutirão para conserto de casas destelhadas no Litoral Norte.

@ Moradores da Região Metropolitana protestam contra a falta de luz.

@ Liberado o trânsito na BR-116, em Turuçu, no sul do Estado.

@ Corpo do ex-prefeito Celso Pitta é velado na Assembleia Legislativa de São Paulo.

@ Tribunal Regional Federal da Quarta Região manteve a decisão do juiz Guilherme Pinho Machado de leiloar bens do ex-reitor da Ulbra.

@ Governadora Yeda Crusius assinou neste sábado a promoção de integrantes da Brigada Militar.

@ Cai número de pessoas fora de casa devido aos vendavais e cheias no Rio Grande do Sul.

@ Rio Jaguarão subiu alagando 50 casas na Vila dos Pescadores e no bairro Vencato.

@ Rio Santa Maria está sete metros acima do nível normal em Rosário do Sul.

@ Voltou a chover forte na fronteira oeste gaúcha na manhã de hoje.

@ Caminhão, carro e lotação se envolveram em acidente nesta manhã na rótula das Avenidas Bento Gonçalves e João de Oliveira Remião, em Porto Alegre.

@ Uma pessoa morreu em um acidente na praia do Laranjal, em Pelotas.

AGÊNCIA RBS

CRÔNICA DA SEMANA...





SOIS MAÇOM?



Só me lembrava daquela forte dor no peito. Como viera eu parar aqui? O ambiente me era familiar. Sim, eu já estivera aqui, mas quando?

Eu caminhava sem rumo. Pessoas desconhecidas passavam por mim, contudo, não tinha coragem de abordá-las. Mas... espere um pouco; que grupo seria aquele reunido e de terno preto? Lógico! Não estariam estas pessoas indo e vindo de um enterro? Hoje em dia é tão comum pessoas irem ao velório de roupa preta.

Mas claro! São irmãos! Aproximei-me do grupo.
Ao me verem chegar interromperam a conversa. Discretamente executei os sinais, obtendo resposta. Ah! A alegria tomou conta de mim. Eu estava entre amigos.

Identifiquei-me, perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo. Responderam-me com muito cuidado e fraternalmente. Havia desencarnado. Fiquei assustado; e minha família, meus amigos, como iam?

- Estão bem, não se preocupe; no devido tempo você os verá, responderam.

Ainda assustado, indaguei do motivo de suas vestes. Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico, foi a resposta.

- Templo Maçônico? Vocês têm um?
- Sim, claro. Por que não?
Senti-me mais à vontade, afinal sou um 33 e com certeza receberei as honras devidas. Pedi para acompanhá-los, no que fui atendido. Ao fim da pequena caminhada divisei o Templo.
Confesso que fiquei abismado.
Sua imponência era enorme. As colunas do pórtico, majestosas. Nunca vira nada igual. Imaginei grupos de Irmãos conversando animadamente, porém em tom respeitoso.
O que me acompanhava, parecia ser o líder do grupo, chamou um irmão que estava mais adiante:
- Irmão! Acompanhai o Irmão recém chegado e com ele aguarde.
Não entendi bem, afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava, no mínimo, uma recepção calorosa. Pensei, talvez estejam preparando uma surpresa à minha entrada; para um 33 não poderia se esperar nada diferente.
Verifiquei que os Irmãos formavam o cortejo para entrada no Templo. À distância não pude ouvir o que diziam, contudo, uma luminosidade esplendorosa cercou a todos. De tanta emoção não conseguia dizer nada.
O tempo passou... e eu não pude medir quanto.
A porta do Templo se entreabriu e o Irmão responsável pelo cerimonial encaminhando-se a mim, comunicou que, afinal, eu seria recebido.
Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendas não estavam desleixadas e caminhei com ele. É verdade, tremia um pouco, mas quem não o faria em tal circunstância? Respirei fundo e adentrei ritualisticamente ao Templo.
Estranho... Esperava encontrar luxo esplendoroso, muito ouro e riqueza. Verifiquei, rapidamente, no entanto, uma simplicidade muito grande.
Uma luz brilhante, vinda não sei de onde, iluminava suavemente o ambiente. Cumprimentei os Irmãos na forma usual.
Ninguém se levantou à minha entrada. Mantinham-se calados, respeitosos. Eu não sabia o que fazer.
Aguardava ordens... e elas vieram em voz firme! Reconhecendo a necessidade do telhamento em tais circunstâncias, aceitei respondê-lo.
Aguardei, seguro, a pergunta seguinte.
Todavia o Irmão Chefe dirigindo-se aos presentes, perguntou:
- Os Irmãos aqui presentes, o reconhecem como Maçom?
Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta? O silêncio foi total. Dirigindo-se a mim, o Irmão Chefe emendou com voz penetrante:
- Meu caro Irmão visitante, os Irmãos aqui presentes não o reconhecem como Maçom.
- Como não?! Disse eu. Não vêm as minhas insígnias? Não verificaram os meus documentos?
- Sim, caro Irmão, retrucou solenemente o Irmão Chefe. Contudo, não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas ou insígnias para ser um Maçom. É preciso, antes de tudo, ter construído o "seu Templo" e verificamos que tal não ocorreu com o Irmão. Observamos, ainda, que apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de ter galgado ao mais alto grau, não absorveu seus ensinamentos.
Sua passagem pela Arte Real foi efêmera.
Não pude aguentar. Retruquei:
- Efêmera! Como efêmera? Vocês que tudo sabem não observaram minhas atitudes fraternas?
Neste instante fui interrompido. - Irmão veja a sua defesa...
Automaticamente desenhou-se na parede algo parecido com uma tela imensa de televisão e, na imagem, reconheci-me junto a um grupo de Irmãos tecendo comentários desairosos contra a administração de minha Loja.
Era verdade. Envergonhei-me. Tentei justificar, mas não encontrava argumentos.
Lembrei-me, então, de minhas ações beneficentes. Indaguei-os sobre tal. E mudando a imagem como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia na Bolsa.
Era verdade e, costumeiramente eu o fazia. E o fazia por, no meu entendimento, achar que o óbolo não seria bem usado...
Por não ter mais o que argumentar; calei-me. E lágrimas de remorso brotaram-me nos olhos.
Iniciei então a minha retirada, cabisbaixo. Estanquei ao ouvir a voz autoritária e, ao mesmo tempo, fraterna do Irmão Chefe.
- Meu Irmão, nós reconhecemos suas falhas quando estivestes no orbe terrestre e na Maçonaria. Contudo, reconhecemos também, que o Irmão foi iniciado em nossos Augustos Mistérios. Prometemos, em sua iniciação, protegê-lo, e assim o faremos. O Irmão terá a oportunidade de consertar seus erros. Afinal, todos nós aqui presentes já os cometemos um dia.
Descanse aqui neste plano o tempo que for necessário e, ao voltar à matéria, para novas experiências, nós o re-encaminharemos para a Ordem Maçônica.
Sua nova caminhada, com certeza, será mais promissora e útil.
Saí decepcionado, mas estranhamente aliviado.
Aquelas palavras parecem ter me tirado um grande peso. Com certeza, ali desbastara mais um pedaço de minha própria Pedra, que achara eu, já ser Polida.
Acordei, sobressaltado e suando.
Meu coração, disparado.
Levantei-me então assustado, mas com certa alegria no peito. Ah! Eu havia sonhado!!!
Olhei à volta e dirigi-me, rápido, ao guarda-roupa. Meu terno ali estava. Instintivamente retirei do paletó as medalhas e insígnias e as guardei em uma caixa. Ainda emocionado, e com os olhos molhados de lágrimas, dirigi-me à minha mesa e com as mãos trêmulas e em profunda alegria, peguei o meu velho Ritual de Aprendiz e comecei a folheá-lo. 


Pelo menos três cidades da Zona Sul do Estado estão sem luz há dois dias

Pelo menos três cidades da Zona Sul do Estado estão sem energia elétrica há dois dias e não há previsão de restabelecimento do serviço. Em São Lourenço do Sul, Turuçu e parte de Cristal, cerca de 16 mil consumidores tiveram o fornecimento de luz interrompido, devido a queda de uma torre de subtransmissão, que sustenta uma linha de 69 mil Volts entre as subestações de São Lourenço e Camaquã, no leito do rio Camaquã.

A CEEE, concessionária que administra o serviço na região, disse que trabalha com 1.243 pessoas para restabelecer a transmissão. Emergencialmente, a companhia encaminhou à região nove geradores para atendimento aos serviços essenciais (abastecimento de água, serviço de saúde e segurança).

Hoje, técnicos sobrevoaram de helicóptero a região Centro Sul para inspecionar a estrutura danificada e encontrar uma solução para o restabelecimento da energia. Até o início da noite, a CEEE esperava finalizar mais uma etapa do trabalho, feita de barco, e que poderá promover o retorno do serviço antes do anoitecer.

Falta de luz no Estado

Em todo o Rio Grande do Sul, ainda há cerca de 161,4 mil clientes sem energia. As concessionárias ainda não tem uma previsão de quanto o serviço será totalmente restabelecido.

Na área da CEEE, cerca de 50,4 mil clientes ainda estão sem luz. Na capital e Região Metropolitana são, pelo menos 18 mil consumidores. Outras áreas bastante afetadas são os municípios de Camaquã, Turuçu, São Lourenço do Sul e Cristal e a região de Pelotas e arredores, que ainda têm cerca de 30 mil clientes sem energia. No Litoral Norte também há cidades sem luz na área da CEEE. A empresa abrirá as 29 agências comerciais neste sábado, das 8 às 12 horas.

Na área da RGE, há cerca de 60 mil clientes sem energia, segundo o último balanço divulgado pela empresa, por volta das 12h. A maioria das áreas afetadas estão na Região Metropolitana, nas cidades de Gravataí e Cachoeirinha, e na região de Taquara.

Já a AES Sul informou que 48 mil clientes ainda estão com o serviço interrompido. Desses, 39 mil ficam na Região Metropolitana. O call center da concessionária atendeu 18 mil chamadas entre quinta e sexta-feira em razão da falta de energia. Cerca de 800 profissionais trabalham para restabelecer o serviço.

CELSO PITTA. 1946 - 2009


Morreu no fim da noite desta sexta-feira o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, 63 anos. Ele sofria de câncer e estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. Segundo o site G1, em janeiro, ele havia sido submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor no intestino.

Pitta foi eleito em 1996, com 62,2% dos votos, apoiado pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PP), de quem havia sido secretário. Ele esteve à frente da prefeitura até 2000. Seu mandato foi marcado por suspeitas de corrupção, com denúncias surgindo em março de 2000, principalmente por parte de sua ex-esposa, Nicéia Camargo. As denúncias envolviam vereadores, subsecretários e secretários — entre as denúncias, está o escândalo dos precatórios.

Segundo a assessoria do advogado do ex-prefeito, Pitta vinha trabalhando como economista, prestando assessoria a empresas.