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CRÔNICA DA SEMANA...

SOMOS DIA, ENQUANTO DURE...

Há coisas nesta vida que realmente nos surpreende, Afinal, cada dia é bem diferente do outro, aquele outro que passou por nossa vida, há pouco tempo atrás, ali naquela esquina, naquela rua.

Ah! Os nossos dias... Alguns são inesqueciveis: guardamos data, hora, minuto, local, faces, olhares. Outros sequer lembramos...

Sem falar naqueles que, por vontade própria, damos um jeitinho de apagar da memória, sem cerimônia alguma. Apagamos com tamanho querer que realmente jurássemos nunca terem existido! Nós, seres humanos, quando queremos muito, temos uma força de convencimento inacreditável.

Um dia desses, movido pela magia transcendente que nos move e pelos passos que damos em milhões de direções, resolvi escrever um livro, desses que contamos a nossa vida, cada detalhe, forçando o pensamento para lembrar-se de tudo, escrevendo capítulo por capítulo, pacienciosamente, revivendo o passado, ou grande parte do passado. Recordar é viver, disse um dia o poeta. Será?

Nas lembranças, buscamos os momentos mais poéticos, mais românticos e, como tempero, os mais dramáticos. São esses tópicos da vida que marcam e nos acompanham por anos, estampados em nosso rosto, em nossa transformação inevitável.

Vivendo, me entregando, varrendo madrugadas, em poucos meses eu havia escrito algumas dezenas de páginas, narrando os mínimos detalhes, cada passagem, cada cenário, cada coadjuvante, cada sentimento fragmentados em minha conciência.

Depois de ter esgotado todas as minhas lembranças, que surgiam como lampejos imersos em emoções, resolvi dar uma olhada na obra que espelhava o meu ser, parágrafo por parágrafo, minunciosamente, como quem examina um pergaminho.

Notei que algo estranho me possuía à medida em que eu ia lendo cada capítulo, algo que ia me causando estranheza, impaciência e acima de tudo, frustração; afinal, ali estava a minha vida, ou será que não? Ela deveria fazer parte de cada escrita, cada letra.

Na verdade, eu desconhecia aquele personagem, as ações, as angústias, as decisões. Por que disse sim, quando deveria dizer não,; por que calou quando gritar seria o certo; por que se entregou quando deveria ter fugido, por que renunciou se o sensato seria se dar por inteiro, por que votou naquele candidato?

Assim são os momentos da nossa vida, os nossos dias, tão diferentes que ficamos irreconhecíveis, até mesmo quando narramos nós mesmos. O que fomos ontem não somos hoje, os valores são infinitamente diferentes.

E o grande amor, aquele! Não nos causa nem mais prazer, as lágrimas derramadas se tornam dignas de risos. Quantos já não fingiram não conhecer a antiga paixão? Colírio dos nossos olhos, um dia, hoje sem beleza, sem sex appeal...Quem ao ver alguém de longe, já não trocou de calçada? Quando estava prestes a consumar o até então, desejado reencontro casual...

Lembram os segredos apavorantes, guardados a sete chaves? Tornam-se piadas, bobagens sem nenhum fundamento. O primeiro beijo? A primeira masturbação? A primeira menstruação? Deus nos livre se alguém soubesse...Hoje, contamos sem cerimônia alguma, nas rodas de chopinho,
dos happy hours diários...

E os caminhos? Aqueles que decidimos em determinados momentos, ah... quanta idiotice, burrice, mas necessários, diria um analista, aqueles de plantão que vivem em nossa volta, pronto para entender e nos mostrar a saída certa pra tudo! “Amigos”... Eles estão em todos os nossos dias, alguns,descobrimos que se quer foram um dia, mas outros julgamos eternos.

Escolhas, amigos, amores, idiotices, fizeram parte da caminhada para chegarmos ao dia de hoje.

Mas a pergunta mais intrigante é saber onde estão aqueles dias que não lembramos? Tamanha a insignificância dos mesmos, porém as vezes, melhores e marcantes para os que viveram o mesmo dia desprezível, ao nosso lado. É bom dizer que existem loucos pra tudo...eles devem lembrá-los.

Hoje, muitos temos um grande amor, alguém que nos dá prazer, um objetivo, algo para escrever, momentos pra sorrir e pra chorar, temos amigos, analistas.

Amanhã... esse dia será apenas lembrança ou sequer lembraremos, será inesquecível ou insignificante.

E onde ficam o amor, os objetivos, as lágrimas e os sorrisos?

Talvez fiquem nas páginas de um livro de sua autoria ou nas lembranças de centenas, milhares de pessoas que, de alguma forma, passam por nossa vida.

Mas nem tudo está perdido, afinal, temos o dia de hoje, temos um grande amor, ou estamos buscando um, temos motivos para sentir cada minuto, temos metas, o futuro, e ele à nós pertence.

Que importa o dia de amanhã? Quem somos na cadeia alimentar? Afinal, não somos eternos, mas somos dia, enquanto dure...

AUTOR: RENATO JAGUARÃO.

Barretos confirma primeira morte pela nova gripe..."esquema especial montado para Festa do Peão não será alterado."

A Secretaria Municipal de Saúde de Barretos, a 423 km de São Paulo, confirmou na segunda-feira (24) a primeira morte pela nova gripe na cidade. A vítima, um homem de 47 anos, morreu em 19 de agosto. Segundo a secretaria, o homem era obeso e fumante, fatores considerados de risco para o desenvolvimento da doença. Além da morte, a cidade teve mais um caso de contaminação confirmada pelo vírus Influenza A (H1N1). O paciente passa bem e está em isolamento domiciliar. A Secretaria de Saúde da cidade também investiga outros 21 casos suspeitos. A diretora da Vigilância em Saúde do município, Jussara Aparecida Colli, informou que a Secretaria de Saúde não alterará o esquema especial montado para atender e prevenir a nova gripe durante a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, que deve receber 800 mil pessoas até o próximo domingo (30).

Fonte: Do G1, em São Paulo, com informações da EPTV


SENADOR DO PT DIZ QUE PARTIDO DEU AS COSTAS PARA A SOCIEDADE BRASILEIRA.

O senador Flávio Arns (PT-PR) informou no início da noite de hoje que vai protocolar quinta-feira no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) um pedido de autorização para deixar o PT. O senador antecipou que alegará no pedido de desfiliação que a legenda pela qual foi eleito "se distanciou de suas bandeiras e de seu ideário político".

Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que disciplinou o troca-troca partidário, em 2007, diz que o mandato pertence ao político, e não ao partido, no caso de perseguição pela legenda ou mudanças nas bases ideológicas da sigla.

A decisão de deixar o PT foi anunciada pelo senador na quarta-feira, quando o Conselho de Ética do Senado arquivou todas as 11 ações contra o presidente da Casa e pivô da crise que atualmente enfrenta o Senado, José Sarney (PMDB-AP).

No final da reunião do Conselho, Arns pediu aparte ao presidente da sessão e anunciou que pediria à Justiça Eleitoral para sair do PT. O senador disse que ficou envergonhado com a decisão da bancada petista em votar pelo arquivamento das ações.

— Estamos dando as costas para a sociedade brasileira. Hoje as bandeiras da ética e da justiça foram rasgadas — disse.

Segundo Arns, oito partidos já o convidaram para se filiar, entre eles PSB, PV, PSD e DEM.

— Fiquei muito feliz com o assédio das legendas. Mas ainda não é momento para a escolha. Antes de tudo, quero garantir o meu mandato de senador — disse.

O senador foi filiado ao PSDB antes de ir para o PT.

PTB jaguarense se mobiliza para lembrar o grande Getúlio Vargas.

Getúlio Dorneles Vargas - (São Borja - 19 de abril1882 / Rio de Janeiro - 24 de agosto de 1954) foi um político brasileiro, chefe civil da revolução de 1930, que pôs fim à República Velha depondo seu 13º e último presidente washington Luís.

Getúlio Vargas foi por duas vezes Presidente da República do Brasil: Na primeira vez, de1930 a 1945, governou o Brasil em três fases distintas: de 1930 a 1934, no governo provisório; de 1934 a 1937, no governo constitucional, eleito pelo Congresso Nacional; e de 1937 a 1945, no Estado Novo. Na segunda vez, de 1951 a 1954, governou o Brasil como presidente eleito por voto direto.

Getúlio era chamado, pelos seus simpatizantes, de "pai dos pobres." A sua doutrina e seu estilo político foram denominados de getulismo ou varguismo. Os seus seguidores, até hoje existentes, são denominados getulistas.

Suicidou-se, em 1954, com um tiro no coração, em seu quarto, no Palácio do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal. Getúlio Vargas foi o mais controvertido político brasileiro do século XX. Sua influência se estende até hoje. A sua herança política é invocada por partidos políticos atuais: o Partido Trabalhista Brasileiro - PTB tem o próprio como fundador.

Cinquenta e cinco anos decorreram da morte de Getúlio Vargas. Muito se escreveu sobre o Presidente que governou o Brasil quase dezenove anos.
Ainda constitui tarefa difícil formular um julgamento crítico, rigorosamente imparcial. do Homem e do Político.
Seu nome está espalhado por toda a parte em nosso País; em praças, avenidas, ruas, escolas e instituições de várias natureza.
Mas a uma conclusão todos nós chegamos,"Getulistas" ou não, ele realmente fez juz a sua palavras finais:
"Saio da vida para entrar na história."

FATOS DA HISTÓRIA VARGAS


Na trágica madrugada de 24 de agosto de 1954, mais exatamente às 3:35 e 4:00 respectivamente, as rádios Tupi e Globo anunciaram a renúncia do Presidente da República, Getúlio Dornelles Vargas. A noticia era falsa, uma "barrigada" da imprensa radiofônica, baseada numa fonte do Palácio do Catete. Quem? Seguramente um dos participantes da reunião ministerial convocada pelo chefe da nação para decidir sobre os rumos a tomar em função da crise deflagrada desde o atentado contra Carlos Lacerda em 05 de agosto do ano aqui referido. Três semanas de forte pressão em função da proximidade do mandante do crime (Gregório Fortunato), que vitimou o Major Rubens Vaz, com o Gabinete.

A reunião ministerial tinha começado às 3:00 e a decisão do Presidente determinara que os militares mantivessem a ordem pública e nesse caso ele apresentaria um pedido de licença. Caso contrário os revoltosos encontrariam seu cadáver no Palácio. A fonte e as emissoras de rádio apostaram na primeira opção, na ânsia de informar o público sobre o desfecho da crise. Era também a solução desejada pela imprensa oposicionista que há vários dias insistia na deposição do Presidente. Militância assumida. Na linha de frente comandada pela Tribuna da Imprensa, Radio Globo, TV e rádio Tupi e como coadjuvantes O Correio da Manhã, Folha da Manhã, Diário Carioca e O Estado de São Paulo.

Comoção e foguetório
Algumas horas após a barrigada das duas emissoras de rádio, Heron Domingues anunciava pela rádio Tupi, numa edição extraordinária do O Repórter Esso, o verdadeiro desfecho da crise, ou seja, o suicídio do Presidente. Nas horas seguintes os jornais confirmaram o que o rádio anunciara através de edições, também extraordinárias, provocando uma comoção popular, sem precedentes, desde a morte de João Pessoa, em 1930. Populares atacaram O Globo e a rádio Globo, A TV Tupi (ataque repelido pela polícia) e Tribuna da Imprensa e em Porto Alegre incendiaram o Diário de Notícias e O Estado do Rio Grande do Sul, além de depredar a Radio Farroupilha. O povo voltava-se contra a mídia que julgava culpada pela dimensão que os fatos tomaram.

Murilo Melo Filho na cobertura de "Vinte Dias Dramáticos" publicada na revista Manchete na semana seguinte ao suicídio do Presidente relata um episódio que passou para as entrelinhas da história e em nenhum dos retrospectos da crise é mencionado com a ênfase que deveria ter. Segundo o repórter, por volta das 6:30 "a notícia da renúncia é recebida com foguetes em vários pontos da cidade". Ou seja, relata no seu retrospecto manifestações de júbilo, ruidosas, que de alguma forma devem ter chegado aos ouvidos, a estas alturas fragilizados, do Presidente Getúlio Vargas. Manifestações estas que só existiram em função das noticias falsas divulgadas pelas emissoras de rádio e repercutidas pelos próprios protagonistas da crise.

O foguetório da renúncia que, cabe aqui frisar, teve a imprensa como inspiração, deve ter contribuído para abalar ainda mais, se dúvidas havia, o sentimento do Presidente de renunciar à vida para ingressar na história.

PUBLICADO POR: RENATO JAGUARÃO - PTB