Crônica...

Caiu um forte raio em Brasília. Desses que o governo afirma que são capazes de causar um blecaute. Ele caiu justamente no Palácio do Planalto. Para espanto de alguns e alívio de outros, o raio deu de cair exatamente na cabeça da ministra Dilma Rousseff, que foi literalmente torrada. Sem nada o que fazer, ela se dirigiu ao Além.
Ela tinha certeza de que iria para o Inferno. Mas, como o capeta não veio buscá-la, resolveu tentar a sorte no Céu.
Já no portal, encontrou São Pedro com uma meia dúzia de assessores.
“Antes de entrar aqui, a senhora precisa passar por um julgamento”, disse-lhe o guardião do Paraíso.
“Eu quero um advogado!”
“Não temos. Os advogados do tipo que a senhora precisa foram todos para o outro lado. A senhora vai ter de se defender sozinha.”
“Está bem. Eu sei me virar!”
“Comecemos pela sua juventude. É verdade que a senhora foi guerrilheira?”
“Fui! Do Colina e da VAR-Palmares! E era líder! Pode perguntar lá embaixo que tem um montão de gente que confirma!”
“Eu não entendo. A senhora tem orgulho de ter sido terrorista?”
“No Brasil isso pega bem. Tem até um órgão do governo que paga indenizações.”
“Consta aqui na sua ficha que a senhora se dedicava a tarefas que não têm nada que ver com uma guerra revolucionária. Roubar cofres, por exemplo.”
“É, vai fazer o quê…? Nós expropriamos um que tinha nada menos que US$ 2 milhões!”
“E o que vocês fizeram com o dinheiro?”
“Uma parte nós repartimos com os companheiros dos outros grupos.”
“E o resto?”
“Não tinha resto. Era para as nossas despesas. Era eu mesma que cuidava do dinheiro.”
“Bom, vamos passar adiante. A senhora ficou alguns anos presa, depois tratou de estudar.”
“Eu me graduei, depois fiz o mestrado e o doutorado. Pode ler na minha página na internet.”
“Tem gente que diz que a senhora não fez nem uma coisa nem outra…”
“Eu vou lhe dar a mesma resposta que dei para a imprensa: fiz o curso de mestrado, mas não o concluí. Depois eu voltei para a escola, a Unicamp, para fazer o doutorado. Também não me formei porque virei ministra…”
“A Unicamp informou que a senhora nunca se matriculou lá…”
“Isso é mentira!”
“Hum, trata-se de uma carreira bem peculiar… Aqui, na sua ficha, consta também que em 1989 a senhora foi nomeada diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre e foi demitida pelo presidente da Casa porque chegava tarde ao trabalho.”
“Isso é mentira!”
“A senhora é conhecida como a mãe do PAC. E há quem diga que é, também, madrinha do apagão.”
“Isso é mentira! Só porque eu fui ministra da área energética por alguns anos, eu sou agora responsabilizada por tudo!”
“Dizem que foi a senhora que formulou o atual modelo de energia.”
“Isso é mentira! Quando eu assumi, todas as usinas hidrelétricas já estavam lá!”
“A que a senhora – que entende do assunto – atribui o apagão?”
“Vou-lhe dar a versão oficial do governo: eram três linhões. Acontece que caíram três raios ao mesmo tempo, um em cada um. Os três entraram em curto-circuito e deu no que deu.”
“É uma visão, no mínimo, curiosa… No governo passado houve racionamento de energia porque as chuvas não vieram e os reservatórios de água das usinas hidrelétricas ficaram vazios. Vocês eram da oposição na época e exploraram eleitoralmente o fato. E agora?”
“O apagão do FHC se deu por incompetência. Já o nosso foi devido ao clima, conforme eu já expliquei…”
“Já sei, três raios caíram simultaneamente nas três linhas… E vai por aí afora. Há quem diga que houve sobrecarga do sistema e ele caiu…”
“Isso é mentira! Os raios caíram nos linhões e o assunto está encerrado. Não se fala mais nisso.”
“Escute, para a senhora, tudo é mentira.”
“Isso também é mentira!”
“Vamos mudar de assunto. A ex-secretária da Receita Federal depôs no Congresso afirmando, com todas as letras, que esteve em seu gabinete, no Palácio do Planalto, e que a senhora lhe pediu para aliviar a barra num processo…”
“Isso é mentira! Nunca estive com essa mulher!”
“Ela disse, recentemente, que tem como provar o que falou… Além do mais, o prédio é inteiramente monitorado. Basta procurar a gravação que a questão fica resolvida.”
“Vamos encontrar uma versão conciliatória. Eu admito que a recebi no meu gabinete, mas foi para tratar de outros assuntos.”
“Quais?”
“Não me lembro mais. Como canta o Roberto Carlos, “são tantas emoções…”
“Bom, dona Dilma, sinto muito, mas a senhora não preenche os requisitos mínimos para entrar no Céu. Eu não entendi porque Satanás não se dispôs a recebê-la. Aguarde um momento que eu vou telefonar para ele.”
São Pedro saiu da sala, pegou o seu celular e ligou diretamente para o “coisa ruim”.
“Oi, Lúcifer, porque é que você não foi receber a Dilma Rousseff?”
“Eu não quero nem saber dessa mulher!”, explicou o príncipe das trevas. “Se ela vier para cá, em dois minutos vai estar mandando em todo mundo. Essa mulher tem cabelo na venta, é nervosa, irritadiça e impaciente. Estou fora!”
“E o que é que eu faço com ela?!”, desesperou-se São Pedro.
“Eu sei que foge dos regulamentos, não deixe o Chefão saber disso, mas o que se pode fazer é pedir desculpas e devolvê-la para o Ministério do Lula… Os dois se entendem bem porque, no fundo, se merecem

UM BLOG TODO SEU...

Queridos Leitores, realmente os comentários que recebemos é o melhor do nosso Blog du Jaguar. Sempre carregados de novidades, alguns falam de política, colocando para fora suas frustrações, suas desilusões, outros falam de pessoas da sociedade, personalidades do nosso dia-dia, alguns se arriscam e mandam poemas, expondo formas lindas de amor e carinho, tem aqueles que defendem os Governos atuais de seus municípios e aqueles que atacam os mesmos com todo fervor, o que reforça nossa democracia.


Mas o certo é que esse Blog tem um grande diferencial dos outros que andam por ai, não que ele seja melhor ou pior – não - nada disso, mas pelo fato que ele é praticamente mantido, construído, pelos Leitores.

Esses dias surpreendentemente, recebemos um email muito interessante, primeiro porque o próprio e-mail era blogdujaguar2@hotmail.com, isso mostra que alguém fez um e-mail como se fosse o próprio Blog, o que não deixa de ser verdade, pois são os Leitores os verdadeiros blogueiros. Esse email, foi enviado com notícias de uma das cidades da Região, o que mostra que temos repórteres em todos os cantos, prontos para pegar uma boa notícia e nos enviar, para que seja publicado no Blog, e depois, como de costume, comentada por todos...

O Blog du Jaguar cresceu tanto, que nesse carnaval na cidade de Jaguarão, deverá ter um trio com o apoio do Jaguar, isso mesmo, este é o carinho que toma conta dessa página tão acessada.

São apenas oito meses de Blog, e já temos mais de 82 mil acessos, deveremos chegar a 100.000 até o carnaval.

Mas onde está o segredo de tanto sucesso? Como sabemos existem Blogs que estão a anos no mercado e ainda estão nos dois, três mil acessos.

O segredo do sucesso? Nos sabemos. Como o próprio texto se refere, são os Leitores, é você que está lendo o artigo agora, você é parte desse sucesso.

Só para ter uma pequena ideia, são mais de 400.000 comentários, algo realmente incrível, já foram postados mais de 100 quadros do Ninguém me cala, sem falar do Espaço do Leitor, Recado do Internauta e outros...

Nossa equipe, também fez a sua parte, e chegamos hoje a essa matérias de numer o 1.000 publicada no Blog.

No último relatório do Google analytic ( Orgão responsável pelo controle do nosso Site), tivemos a informação que o Blog foi acessado em mais de 5.000 municípios em 50 países. As cidades de Porto Alegre e Pelotas são as campeãs de acessos, 8434 acessos (IP) em Porto Alegre e 7229 em Pelotas. Cabe lembrar que essa estatística é por computador (IP) e não por acessos, ou seja só nessas duas cidades mais de 15.000 computadores(IP) acessaram o Jaguar.

No exterior, Portugal - nas cidades de Lisboa e Porto, Uruguai - nas cidades de Montevidéu, Melo e Rio Branco, foi onde o Blog teve mais acessos.

As cidade menores, também tem suas campeãs de acessos, Jaguarão, Santa Vitória do Palmar, seguidas por Arroio Grande e Camaquã, somam mais de 18.000 computadores (IP) que acessaram o Blog du Jaguar.

Para descontrai um pouco, ainda tem algumas informações que são reveladoras, teve um computador que foi campeão de acessos com mais de 600 vezes da mesma maquina (IP). O mais interessante é que esse computador está registrado como sendo da Secretaria de Saúde de um município* da região Sul, coisas do Blog du Jaguar (risos)

*Por questões de ética, não podemos informar o município..

Realmente é uma grande conquista dos nossos Leitores, e uma grande satisfação para nossa equipe, que procura sempre manter a qualidade, com postagens importantes e atualizações diárias.

Por fim, estamos todos de parabéns, mas cabe reforçar que esse sucesso e todo seu, esperamos continuar juntos na chegada dos 100.000, 200.000, Um milhão de acessos.

Um grande abraço da equipe do Blog du Jaguar.


A Farra dos CCs

A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul vai receber logo após o recesso, em fevereiro, um projeto de lei hipócrita e com pouco uso prático. Após ser flagrado pagando um CC que ficava dentro de CTGs ao invés de estar dentro da Assembléia, o deputado Jerônimo Goergen (PP) quer ampliar o controle sobre os 657 cargos comissionados da casa.

Goergen alavancou o mal-estar em dezembro, quando um de seus CCs foi flagrado dando expediente na sede do Movimento Tradicionalista Gaúcho. O próprio deputado assume que o assessor raramente comparecia ao gabinete – seu trabalho era ficar entre os gaudérios fomentando “uma interação com o tradicionalismo”.

Reportagem publicada em um jornal do estado mostrou que a administração da Assembleia não tem controle sobre as atividades dos assessores de deputados, que representam 55% dos CCs da Casa. Isso porque parlamentares defendem que eles próprios devem gerenciar suas equipes: parte delas atuando fora do parlamento, no Interior ou em entidades, sem qualquer prestação de contas.

Sentindo-se bode expiatório da situação, Goergen foi ao Ministério Público de Contas discutir mudanças: o deputado quer restringir, para no máximo três, o número de assessores atuando fora do parlamento. Um projeto do parlamentar, incluindo relatórios mensais que informariam as atividades desempenhadas pelos CCs (veja quadro), será encaminhado à Casa no próximo mês.

O diretor-geral da ONG Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo, tem restrições: "Tem que cuidar para não oficializar uma amoralidade. O sujeito dá expediente em uma casa de shows, o deputado escreve no relatório que estava “trabalhando pelo bem do Rio Grande”, e fica tudo oficializado".

As palavras do direto-geral da Transparência Brasil realmente falou tudo: ao invés de impor um controle sobre o número de CCs dos quais nós pagamos o salário, o deputado quer apenas institucionalizar a farra das nomeações. Se estivesse pensando no bem do Rio Grande, ao invés de pensar em 3 Assessores para trabalhar fora da Assembléia, iria limitar o número de cargos por deputado para esse trio.

Contudo, pensar apenas na classe é uma das principais doenças desses que deveriam pensar nos eleitores. Chega a ser ridícula a ação do nobre deputado que, após ser flagrado pagando um assessor para ficar nos MTGs, agorea quer dar uma de bonzinho.
Alguns podem até comprar a idéia mas, no fundo, será mais um caso onde a preocupação com o dinheiro alheio, dinheiro que sai dos nossos bolsos, é mínima.

por Rafael Limberge

CHILENOS NÃO ACEITAM MAIS SER SEQÜESTRADOS PELO DIA DA MARMOTA

No mundo inteiro, mas muito especialmente na América Latina, as esquerdas tentam manter a população na jaula do Dia da Marmota. Trata-se de uma espécie de seqüestro moral: “Cuidado! Fulano ou Beltrano foram ligados à ditadura militar. Jamais vote nele!” Ou ainda: “Fulano e Beltrano são descendentes pólíticos da ditadura militar”. O Chile, deu um “basta!” nessa estratégia vigarista. O eleitor se liberta do passado; ele deixa de ser uma vítima tradição dos mortos oprimindo o cérebro dos vivos, para citar o barbudo com furúnculos no traseiro — e na alma — de que “eles” gostam tanto.

Sebastián Piñera, candidato da Coalizão pela Mudança, venceu Eduardo Frei, da Concertação. E venceu também uma abordagem política que tentou degradar a inteligência e a democracia, com ecos de cobertura da imprensa que chegaram ao Brasil: “A direita está tentando voltar ao poder!”. Li, por exemplo, o Estadão de hoje, aquele jornal que continua a nos premiar com editoriais exemplares quase sempre. Em nenhum momento se diz o nome da coalizão de Piñera. É tratado apenas como o candidato “da direita”. E seu nome continua atrelado à suposta herança da ditadura de Pinochet.

Ocorre que, sob certo ponto de vista, herdeiros de Pinochet, lamento pelos finórios, são todos os políticos chilenos. A maior caudatária do regime militar naquele país é a economia. Ou alguém aí conseguiria sustentar que foi a democracia que deu estabilidade econômica ao país? Seria uma mentira grotesca. E isso nada tem a ver com endossar brutalidades. Já encomendei a alma de Pinochet ao diabo mais de uma vez. Que arda no fogo do inferno. Mas não foi a “coalizão de centro-esquerda”, no poder há 20 anos, que inventou o Chile moderno e sua economia virtuosa.

Os governos que se sucederam à ditadura tiveram a grande sabedoria de não mudar o que estava dando certo. A rigor, fizeram precocemente o que Lula viria a fazer no Brasil mais tarde. Com a brutal diferença de que o petista deu continuidade ao governo democrático de FHC. Este, sim, foi obrigado a romper com o passado — o passado de inflação, de gastança desenfreada de dinheiro público, de irresponsabilidade fiscal.

À diferença da Argentina — onde a ditadura militar foi derrubada (já falo um pouco mais a respeito) —, o Chile, como o Brasil, fez uma transição pacífica do regime ditatorial para o democrático e não se desconstituiu. O primeiro governo civil pegou um país com uma economia organizada. Atenção! É fato, não juízo de valor. Já os militares da Argentina destruíram a economia, e gangues foram se sucedendo no poder. Foram dois regimes brutais, mas, mesmo nesse aspecto, desiguais. A ditadura argentina matou 30 mil pessoas; a chilena, 3 mil; a brasileira (números da esquerda), 424. O Chile (16,5 milhões de habitantes hoje) tem bem menos da metade da população argentina (40 milhões), que tem um quinto da população brasileira. Caso se faça a conta dos mortos por 100 mil, tem-se noção da brutalidade de cada regime. E se desfaz o mito de que todas as ditaduras latino-americanas foram iguais. “Qual seria o número razoável de mortos?” Nas mãos do estado, depois de as pessoas rendidas, a resposta é esta: ZERO! Adiante.

O repúdio à ditadura de Pinochet no Chile sempre foi grande, mas, de longe, não reproduzia o justificado asco que os argentinos tinham de seus militares. O que o “antigo regime” chileno não teve, e a Concertação se beneficiou disso, foram políticos de expressão para se opor aos candidatos de centro-esquerda. Até porque essa Concertação foi formada com os conservadores da Democracia Cristã. Em suma: quase não sobrou conservador com expressão eleitoral fora dessa coalizão.

Essa configuração ajudou a consolidar uma farsa eleitoral: ou se estava com a Concertação ou se estava com Pinochet, com o passado, com as mortes arbitrárias… E não surgia um nome com força para romper esta doxa fundada numa falsa polarização.

A eleição de Piñera significa que os chilenos abriram a jaula e não aceitam mais ser seqüestrados pelo passado. Ainda que o governo Bachelet tenha o apoio da esmagadora maioria da população, as urnas indicaram um desejo de mudança. E foi inútil tentar recuperar o passado mais distante. Para um bom número de eleitores, a Concertação também já tem passado.

Não! Não vou fazer o paralelo fácil: “Bachelet, com 80% de popularidade, não fez o sucessor; Lula, então, também não vai conseguir…” Não existem paralelos perfeitos em política. As circunstâncias nos ajudam a pensar. O Chile deixa claro que um governo muito popular — 80% de aprovação — não faz necessariamente seu sucessor. Evidencia também que a satanização do passado, por mais virtuoso que seja o presente, não é receita infalível de sucesso.

E é preciso levar em conta as diferenças entre as circunstâncias de lá e de cá. Bachelet não é Lula. Embora aprovadíssima pelos chilenos, não é uma figura que abusa do carisma; mesmo fazendo o jogo “passado x presente”, ela atuou nos estritos limites da lei eleitoral, coisa que o petista ignora. Eduardo Frei, o governista derrotado, não é Dilma. Já foi presidente da República e é homem de experiência comprovada — ao contrário da petista. Na outra ponta, Piñera não é José Serra. Ao contrário do outro, o candidato das oposições no Brasil é muito conhecido COMO POLÍTICO — não representa uma aposta ousada. No Chile, tentaram ligar o agora vitorioso ao passado ditadorial. Não funcionou. Aqui, os petistas tentam fazer de Serra A continuidade de FHC — governo cuja reputação eles enlamearam com toda sorte de mentiras e trapaças. Vai colar? Essas diferenças contam a favor ou contra os candidatos brasileiros? Vamos ver.

Uma coisa é certa: os chilenos disseram “não” ao maniqueísmo tentado pela máquina oficial. É como se tivessem dito a Bachelet: “Aprovamos o seu governo, mas chegou a hora de mudar”. Aquela falsa dicotomia está morta. O futuro de Piñera — e da “direita” (como gosta de escrever a imprensa brasileira) depende agora de ele fazer ou não um governo competente. Assim é nas democracias. O resto é seqüestro da inteligência.

Reinaldo Azevedo


PAC 2 – O retorno da ladainha

DEPOIS DO PAC-1, DILMA VAI APRESENTAR PAC-2

Em 3 anos, só 33% das obras do PAC 1 foram concluídas

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, vai expor a segunda parte das ações do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC-2), para o período de 2011-2015. Lula pretende lançá-lo oficialmente em março, antes de Dilma deixar o cargo, no início de abril, para disputar a eleição presidencial.

EM 3 ANOS, SÓ 33% DAS OBRAS DO PAC FORAM CONCLUÍDAS

O ritmo de execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) segue lento. Até o último balanço divulgado do programa, em agosto de 2009, pouco mais de 50% dos investimentos previstos para o período de 2007 a 2010 foram feitos. Além disso, as ações já concluídas não passam de 32,9%. Com esses números, para atingir a meta do governo, o programa terá de andar muito mais rápido neste ano, a ponto de tentar conseguir em 12 meses o investimento de quase três anos. De acordo com os dados divulgados, os investimentos realizados até agosto de 2009 somaram R$ 338,4 bilhões

A avaliação das obras efetivamente concluídas até agosto do ano passado revela um quadro ainda mais negativo para o governo. Nos setores de logística, energia e social e urbano, a taxa de conclusão foi de 22% em relação ao programado para os quatro anos. No total, incluindo as operações de financiamento habitacional, o porcentual de ações concluídas atingiu 32,9%.

O Estado de S. Paulo